Trabalho em Altura
Atividades acima de 2 metros do nível inferior.
Trabalho em altura é toda atividade executada acima de 2 m do piso inferior em que haja risco de queda. Inclui telhados, andaimes, escadas extensíveis, plataformas elevatórias, torres, silos, postes e estruturas metálicas. Quedas continuam entre as principais causas de morte no trabalho no Brasil — daí o rigor da norma.
Estabelecer requisitos mínimos para o planejamento, organização e execução do trabalho em altura — toda atividade acima de 2 metros do nível inferior, onde haja risco de queda.
Explicação detalhada
1) Evitar o trabalho em altura quando possível (executar no chão). 2) Adotar proteção coletiva: guarda-corpo, redes de segurança, plataformas. 3) Só então usar proteção individual: cinto tipo paraquedista + talabarte com absorvedor + trava-quedas, ancorado em ponto resistente (mínimo 22 kN).
Aplicação no dia a dia
Veja a norma em ação: situação real → risco envolvido → solução pela norma.
Frente de obra com risco compatível ao escopo da NR-35.
Cenário de obra muda diariamente; sem planejamento, o risco se acumula até virar acidente.
APR diária, PT para tarefas críticas, proteções coletivas instaladas antes do início, EPI específico, treinamento formal.
Operação industrial relacionada a trabalho em altura.
Exposição contínua ao agente/perigo coberto pela norma, podendo causar acidente, doença ocupacional ou afastamento.
Aplicar a NR-35: identificar no PGR, definir controles na hierarquia (eliminação → engenharia → administrativo → EPI), treinar a equipe e registrar tudo.
Movimentação de cargas, operação de empilhadeira, carga/descarga.
Atropelamento, esmagamento, queda de carga, esforço repetitivo, batidas.
Treinamento NR-11 do operador, separação de fluxos pessoas/equipamentos, sinalização (NBR 7195), EPIs e procedimento formal.
Exemplos reais
- ●Cinto paraquedista + talabarte duplo em estrutura metálica.
- ●Trava-quedas em linha de vida vertical.
Caso prático — você decide
Pedro vai consertar uma calha a 4 m de altura. Ele coloca o cinto abdominal, encosta a escada na parede sem amarrar, sobe e começa. Não há outro trabalhador no local.
O que acontece se a norma não for cumprida
Falhas relacionadas a trabalho em altura costumam gerar acidentes típicos do setor — em casos graves, com afastamento ou óbito.
Exposição crônica leva a doenças ligadas ao agente envolvido (auditivas, respiratórias, musculoesqueléticas, dermatológicas, psíquicas).
A NR-28 prevê gradação de multa por descumprimento, valor por infração e por trabalhador exposto. Em risco grave e iminente, cabe interdição/embargo imediato.
Afastamento, abertura de CAT, ações trabalhistas, prêmio de seguro, queda de produtividade e dano de imagem.
Sequelas físicas e emocionais para o trabalhador e família — o que motivações financeiras nunca cobrem.
Checklist prático interativo
Relação com outras normas
Esta norma costuma se conectar com EPIs (NR-06), proteção coletiva (EPC) e princípios de ergonomia (NR-17). EPIs comuns: Cinto Paraquedista, Capacete de Segurança, Calçado de Segurança.
Quiz — teste o que aprendeu
Mini-glossário desta norma
Equipamento de uso pessoal que protege contra um risco específico.
Protege várias pessoas ao mesmo tempo.
Checagem rápida de riscos antes de começar uma tarefa.
Plano que mapeia e controla todos os riscos do trabalho.
Número que prova que o EPI é aprovado pelo governo.
Estudo para ajustar o trabalho ao trabalhador.
Perguntas frequentes
Conteúdos relacionados
Regulamenta o uso, fornecimento e responsabilidades sobre EPIs.
Requisitos para garantir segurança em atividades com eletricidade.
Define como avaliar exposição a ruído, calor, vibração, poeiras, gases e agentes biológicos.
Estabelece responsabilidades de empregadores e trabalhadores e o GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais).